Agora são horas e minutos - Bem-vindos ao Memories!


20 dezembro 2015

Boas Festas!


Cores que se misturam criam novas e múltiplas nuances que, variadas e mesmo desiguais, quando aproximadas com respeito, enriquecem a arte de viver.


Feliz Natal!
 Um Ano de Paz!

Lou


 Pablo Picasso - Culturas diferentes na dança pela Paz


06 agosto 2015

O que é, o que é?...




O que é uma vovó?
De que lado está me olhando?
Seus cabelos de que cor? Sua boca me chamando?
Não sei se ela é bonita,
nem se é grande ou pequena...
Às vezes é tão branquinha,
outras é tão morena!
Só sei que quando me abraça,
sinto tudo diferente...
Ela me aperta tão forte e rodopia no ar!
Seu perfume me diz coisas que eu não consigo contar...
O que é uma vóvó, eu nem posso imaginar!

Lou Ferro

23 janeiro 2015

Abelisa


Me contaram que...
Num lugar bem longe e bonito, morava uma rainha chamada Abelysa.
Ninguém sabia porquê...
Nos caminhos da serra, na beira do rio...
Tanto de noite, como de dia, a bela rainha aparecia, mas...sempre sozinha!
Pensavam que ela era triste, mas não parecia...
Que era má e antipática, mas não parecia...
Que era pobre ou doente, mas não parecia...
Julgaram que não tinha casa.
Talvez sem ninguém que lhe desse carinho.
Coitada! Quem sabe, o seu sofrimento!
Até já havia quem lhe ouvisse o lamento.
Numa manhã fresca, já diziam ''fria!''
Num dia de sol, ''calor de rachar''!
Numa orvalhada, ''uma chuva danada''!


Ilustração de Mary Barker

Mas num belo dia, que surpresa tiveram!

Todos viram bem, difícil de acreditar!
Abelysa feliz, às cambalhotas, de um lado para o outro, toda agitada...
Festejando a primeira flor da Estação, de uma amendoeira rosa!
Viram também chegando suas amigas, tantas, tantas, que nem se podiam contar!
Tanta alegria, tanta dança, tanta música no ar!
Adeus falação...
De ''tristeza'', de'' pobreza'' ou de''solidão''.
Adeus ''manhãs frias''...
''Calor de rachar''...
Adeus ''chuva'', adeus ''lamento''.
Nada de ''sofrimento''!
A bela rainha Abelysa só estava se preparando para fazer a festa naquele esperado dia!
Quem podia imaginar?


Lou Ferro

                                                                                          

15 janeiro 2015

Sabiá bebeu licor




Ilustração de Anna Silivonchik

Sabiá bebeu, bebeu
Sabiá bebeu licor...
Sabiá toca vióla
Sabiá, canção de amor!

No caminho de Goiás

Quem achar um lenço é meu...
Molhado nos quatros cantos
Quem chorou nele fui eu!

Ribeirão que corre água

E no fundo corre areia...
Se namoro fosse crime
Eu morava na cadeia!