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01 setembro 2009

A raposa Lili




Era uma raposa portuguesa, chamada Lili, vermelhinha como um caqui! Ela era muito friorenta e quando o Inverno chegava, ela ficava toda tremiliquenta... encolhidinha na sua tóca. Suas irmãs riam-se muito dela. Diziam que parecia uma ursinha hibernado!... Ela ficava um pouco triste, mesmo porque, enquanto toda a família saía para passear e procurar do que comer, ela ficava sòzinha, sonhando com a chegada da Primavera.
E foi mesmo durante uma bela Primavera florida, quando os dias começaram a aumentar, que ela resolveu  fazer uma longa viajem. Foi andando devagarinho por caminhos e montanhas, sempre em direção ao Sul. Andou tanto tanto, até que encontrou o mar. Virou um pouco à esquerda, sempre a beira-mar, quando avistou outra terra, do outro lado do mar. Parecia até que o mar era um rio, e ela ficou muito curiosa para saber o que haveria do outro lado... o lado de lá!... Mas como? Ela não sabia nadar!
Continuou andando e avistou um navio bem próximo. Para onde ele irá? Se perguntou ela...
Muito de mansinho, ela chegou bem perto e se aninhou debaixo de uns caixotes. Quando a noite chegou, ela foi correndo para o porão do navio e aproveitou para descansar. Quando acordou, deu conta de pessoas se aproximando e saiu abaixadinha sorrateira, do navio...
  Logo sentiu o sol quente que se fazia sentir. Seu pêlo caqui reluzia como faíscas de fogo! Pulou de contente e foi procurar uma sombrinha junto à uma palmeira e um pequeno regato. Ali encontrou un animal diferente, muito simpático que se apresentou: - Eu sou o Cocadinha! Os dois ficaram muito amigos. Cocadinha ensinou  Lili a apreciar as frutas do lugar. Frutas tropicais como mamão, banana, abacaxí, goiaba. Ela gostou de todas!
Por vezes sentia saudades de sua terra, ia até ao cais e olhava o outro lado mar. No final do dia passeava e aproveitava para se deliciar com pedacinhos de mantimentos trazidos pelos navios e caídos das frestinhas dos caixotes que os transportava. Levava sempre umas castanhas para seu amigo marroquino, o Cocadinha.
Viveu muito feliz ali, na sua nova terra, onde o sol era tão generoso!


                                                                                                                                       Lou Ferro

 

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